Manifestações do Espírito Santo

Atualmente muito tem sido falado acerca das línguas “estranhas” e isso é um fenômeno que tem atingido muitas igrejas. Irmãos que apesar de serem sinceros (o que é algo bom) afirmam que: “falar em línguas estranhas é um sinal de que você foi batizado pelo Espírito Santo” e também que: “esse dom só algumas pessoas recebem.”

Será isso, algo biblicamente comprovado?

Alguns podem até dizer, ao ouvir tal pergunta: “mas é óbvio que é comprovado na bíblia.” E imediatamente já ter em mente várias passagens bíblicas para mostrar o que entende sobre isso.

Veja o que disse Robert J. MacDonald, num discurso aos fideicomissários, dirigentes e delegados da Septuagésima Sétima Convenção Anual Espírita:

“Um dos mais recentes fenômenos observados no campo da religião é o (crescente) interesse pela glossolália [dom de línguas estranhas], que já atinge as igrejas protestantes tradicionais… Quando o espiritismo moderno surgiu, em 1848, muitos médiuns de então experimentaram o fenômeno, e até hoje ele segue manifestando-se em certa extensão, em nosso meio.”

“The Summit of Spiritual Understanding”(O clímax da Compreensão Espiritual), novembro de 1964. (Fazer uma nota sobre os parênteses)

O dom de línguas tem sido mal compreendido pelos irmãos das igrejas de hoje em dia, até mesmo asseguram que a única prova de ser batizado com o Espírito Santo é falar línguas “estranhas.”

A Bíblia nos mostra várias pessoas que foram batizadas pelo Espírito Santo mas não falaram em línguas como indicativo disso:

  • Os Samaritanos: Atos 8:15 ao 17:

(…) “15 – os quais descendo para lá, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo;

16 – porquanto não havia ainda descido sobre nenhum deles, mas haviam somente sido batizados em nome do Senhor Jesus.

17 – Então lhes impuseram as mãos, e recebiam estes o Espírito Santo.”

  • João Batista: Lucas 1:15:

“Pois ele será grande diante do Senhor, não beberá vinho nem bebida forte e será cheio do Espírito Santo, já do ventre materno.”

  • Maria, a mãe de Jesus: Lucas 1:35:

“Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso, também o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus.”

  • Isabel, prima da virgem Maria: Lucas 1:41:

“Ouvindo esta a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre; então Isabel ficou possuída do Espírito Santo.”

  • Zacarias, pai de João Batista: Lucas 1:67:

“Zacarias, seu pai, cheio do Espírito Santo, profetizou, dizendo:” (…)

  • Os sete diáconos da Igreja Apostólica: Atos 6:1 ao 7:

“1 – Naqueles dias, crescendo o número de discípulos, os judeus de fala grega entre eles queixaram-se dos judeus de fala hebraica, porque suas viúvas estavam sendo esquecidas na distribuição diária de alimento.

2 – Por isso os Doze reuniram todos os discípulos e disseram: “Não é certo negligenciarmos o ministério da palavra de Deus, a fim de servir às mesas.

3 – Irmãos, escolham entre vocês sete homens de bom testemunho, cheios do Espírito e de sabedoria. Passaremos a eles essa tarefa

4 – e nos dedicaremos à oração e ao ministério da palavra”.

5 – Tal proposta agradou a todos. Então escolheram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, além de Filipe, Prócoro, Nicanor, Timom, Pármenas e Nicolau, um convertido ao judaísmo, proveniente de Antioquia.

6 – Apresentaram esses homens aos apóstolos, os quais oraram e lhes impuseram as mãos.

7 – Assim, a palavra de Deus se espalhava. Crescia rapidamente o número de discípulos em Jerusalém; também um grande número de sacerdotes obedecia à fé.”

  • Estêvão, o primeiro mártir: Atos 6:5; 7:55:

6:5: “Tal proposta agradou a todos. Então escolheram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, além de Filipe, Prócoro, Nicanor, Timom, Pármenas e Nicolau, um convertido ao judaísmo, proveniente de Antioquia.”

7:55: “Mas Estêvão, cheio do Espírito Santo, fitou os olhos no céu e viu a glória de Deus e Jesus, que estava a sua direita,” (…)

Jesus, nosso maior modelo, ao ser batizado pelo Espírito Santo também não falou em línguas “estranhas”.

Lucas 3:22:

(…) “e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea como pomba; e ouviu-se uma voz do céu: Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo.”

Existe uma diferença entre línguas “ESTRANHAS” e línguas “ESTRANGEIRAS”.

Jesus disse: Marcos 16:17: (…) “em Meu nome (…) falarão NOVAS LÍNGUAS”.

Jesus prometeu isso após a Comissão Evangélica: IDE!

Marcos 16:15:

“E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.”

O PENTECOSTE foi a comprovação divina de que este dom é realmente a capacitação Divina para cumprir o IDE:

Atos 2:4: “Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem.”

Então, pelo poder do Espírito Santo, os discípulos passaram a falar o idioma dos “partos, medos, elamitas”. Dos habitantes da “Mesopotâmia, Judéia, Capadócia, Ponto, Ásia, Frígia, Panfília, Egito e Líbia. Romanos, cretenses e árabes”. (Atos 2:9 ao 11).

Os estrangeiros que estavam presentes para a festa da Páscoa, viram que os discípulos não falaram palavras desconexas e sem sentido:

(…) “Como os ouvimos falar em nossas próprias línguas as grandezas de Deus?”

“A Língua é um instrumento de comunicação, sendo composta por regras gramaticais que possibilitam que determinado grupo de falantes consiga produzir enunciados que lhes permitam comunicar-se e compreender-se. Por exemplo: falantes da língua portuguesa.”

www.soportugues.com.br/secoes/seman/seman2.php

Deus não é irracional, assim como Ele nos criou, criou também as mais diversas línguas e idiomas, para que possamos nos comunicar com Ele; são o elo de ligação com o nosso Deus, que nos fez à sua própria imagem e semelhança.

Línguas que não contém, verbos, substantivos, nem outros componentes lógicos da comunicação humana, devem ser evitados ao máximo. Pois pode ser mais uma contrafação do inimigo das nossas almas, para nos enganar.

As línguas “estranhas” faladas atualmente no Movimento Pentecostal e Católicos Carismáticos, nada tem em comum com as 3.000 línguas existentes na Terra.

O Dr. Willian Welmers, professor de línguas africanas da Universidade da Califórnia (EUA), disse:

“Até o presente, nenhum linguista identificou qualquer emissão destes sons como qualquer língua humana real, existente hoje, no passado ou no futuro.” – These Times, 4/70, p.11.

Portanto não possui valor edificante inteligente, para a fé cristã. Paulo disse, categoricamente:

1 Coríntios 14:6 ao 16:

“6 – Agora, irmãos, se eu for visitá-los e falar em línguas, em que serei útil a vocês, a não ser que leve alguma revelação, ou conhecimento, ou profecia, ou doutrina?

7 – Até no caso de coisas inanimadas que produzem sons, tais como a flauta ou a cítara, como alguém reconhecerá o que está sendo tocado, se os sons não forem distintos?

8 – Além disso, se a trombeta não emitir um som claro, quem se preparará para a batalha?

9 – Assim acontece com vocês. Se não proferirem palavras compreensíveis com a língua, como alguém saberá o que está sendo dito? Vocês estarão simplesmente falando ao ar.

10 – Sem dúvida, há diversos idiomas no mundo; todavia, nenhum deles é sem sentido.

11 – Portanto, se eu não entender o significado do que alguém está falando, serei estrangeiro para quem fala e ele será estrangeiro para mim.

12 – Assim acontece com vocês. Visto que estão ansiosos por terem dons espirituais, procurem crescer naqueles que trazem a edificação para a igreja.

13 – Por isso, quem fala em uma língua, ore para que a possa interpretar.

14 – Pois, se oro em uma língua, meu espírito ora, mas a minha mente fica infrutífera.

15 – Então, que farei? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento.

16 – Se você estiver louvando a Deus em espírito, como poderá aquele que está entre os não instruídos dizer o “Amém” à sua ação de graças, visto que não sabe o que você está dizendo?”

E completa, dizendo:

“18 – Dou graças a Deus por falar em línguas mais do que todos vocês.

19 – Contudo, prefiro falar na igreja cinco palavras com o meu entendimento, para instruir outros, a falar dez mil palavras em outra língua.”

Paulo era um poliglota, fluente em outros idiomas. Exemplos: Grego (Atos 21:37 ao 40), Hebraico (Atos 22:2); acredita-se que Aramaico e Latim também, pois cursou nas melhores escolas judaicas e romanas. Mesmo assim, ele se negava a pregar ou orar para um grupo de pessoas que não entendessem sua linguagem, sem que houvesse um tradutor. Pois, trazendo isso para a atualidade, não possui valor nenhum para os que ouvem e nem para quem está falando, quando se trata das línguas “estranhas” defendidas hoje em dia, por muitos cristãos.

Portanto, amados, que venhamos a orar para entender o que estamos falando e para que os ouvintes também possam ser abençoados e edificados, caso contrário, como vimos, não possuirá valor edificante e inteligente nenhum, para a fé cristã.

Deus nos abençoe em nosso entendimento e na jornada do IDE, para pregar a todos os povos e nações, assim como Jesus nos ordenou.

Um forte e carinhoso abraço.

Até mais.

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